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A adaptação escolar é para quem? – Por Andréia Saltz Grinberg

Todo início de ano letivo vem acompanhado de uma palavra-chave: adaptação!

Mas a adaptação escolar, afinal, é para quem?

Nos enganamos ao pensar que ela é somente para as crianças: pais e professores também necessitam de um tempo para ajustar o encontro, o ritmo e a sintonia, para que a experiência de crescimento possa acontecer.

Pode ser um pouco mais trabalhoso para famílias que estão inaugurando o ingresso na vida escolar, muitas vezes a primeira experiência da criança de separação da mãe em busca de maior socialização e desenvolvimento. Mas os pequenos que estão em readaptação também merecem atenção, principalmente na reorganização da rotina pós-férias.

As crianças menores tendem a estranhar um pouco mais o ambiente e as pessoas: ainda não desenvolveram recursos emocionais suficientes para transformar em palavras o que estão sentindo. Quando escutamos seu choro, quando pedem colo, quando não querem interagir — pode ser muito angustiante para os pais, já naturalmente inseguros e cheios de dúvidas se seu filho ficará bem.

A tarefa dos professores, por outro lado, também não é simples: precisam transmitir tranquilidade para as famílias, tomar decisões e dar passos em busca de equilíbrio antes mesmo de terem tido tempo de conhecer bem os alunos e seus pais. E cá entre nós, mamães, como é difícil a tarefa de passar segurança aos filhos quando, internamente, estamos cheias de incertezas! Acredito que uma forma leve de transitar por este processo é conduzi-lo de modo gradual; respeitando, acima de tudo, o tempo de cada um.

A escola deve oferecer um ambiente seguro e interessante. Os pais podem lançar mão do recurso da antecipação com as crianças, explicando e conversando sobre o que irá acontecer neste período de tantas novidades; o que pode diminuir ansiedade e resistências, evitando alterações em aspectos como sono, alimentação e comportamento. Assegurar à criança que ela permanecerá no ambiente escolar por um período que terá início, meio e fim — quando os pais ou responsáveis voltarão para buscar — facilita a compreensão da rotina.

E assim, pouco a pouco, é esperado que as crianças vão mostrando aquilo que necessitam para se sentir compreendidas e respeitadas neste acontecimento de encaixes, buscando desenvolver maior capacidade em conseguir apreciar a frequência da escola e colher todos os benefícios que ela possa oferecer.

Andréia Saltz Grinberg
Psicóloga Clínica
Especialista em Infância, adolescência e adulto.
Especialista em Configurações das relações familiares.
Mãe de um casal de gêmeos de 3 anos, muito sapecas e que muito me ensinam!

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