Nosso acidente na Disney

Muita gente acompanhou pelo Instagram o que aconteceu conosco na Disney. Primeiro queria agradecer mais uma vez, de coração todas as mensagens carinhosas que recebemos desejando melhoras pra minha pequena.

Agora vou contar em detalhes o que aconteceu.

   Outer Limitz Indoor Trampoline Arena

No domingo, dia 26 de fevereiro, resolvemos ir com as crianças em um Parque de Trampolim chamado Outer Limitz Indoor Trampoline Arena. Era um lugar gigantesco cheio de pula pulas, uma infraestrutura bem legal. Pagamos para pular 1 hora, meu marido, Lucas e Marina. Eu fiquei só olhando junto com a Alice. Quase na hora de ir embora, eles estavam brincando de pega pega, correndo no trampolim, eu peguei o celular e filmei a brincadeira deles. No segundo que terminei de filmar, a Marina caiu no chão e começou a chorar muito.

 

Sem entendermos nada, pegamos ela e levamos para uma área mais reservada. Perguntamos o que tinha acontecido e ela só chorava e dizia que doía muito. Tiramos a calça dela para ver se tinha alguma marca, algum machucado visível, ou se estava inchado e ela só urrava de dor. Mas não tinha nada e nós continuávamos sem entender.

 

Resolvemos sair de lá e levar as crianças para almoçar e observar a Marina, pois ela sempre foi de chorar muito, então acreditávamos que poderia ter sido “apenas” um estirão muscular. Que logo iria passar. Quando chegamos no restaurante ela estava mais calma, mas devido ao grande susto estava cansada e continuava reclamando de dor. Resolvi medicar com Alivium, para amenizar a dor, pois era o que eu tinha comigo lá na hora.

 

Durante o almoço, vimos que apesar dela estar mais calma, em algumas posições mesmo sentada, ela começava a chorar novamente. Então decidimos ligar para o seguro saúde e explicar a situação. Era domingo a tarde, estávamos em Orlando, não sabíamos para que Hospital ir. Após aguardar o retorno do seguro eles nos encaminharam para a emergência do Arnold Palmer Childrens Hospital.

 

Ainda estávamos na dúvida da gravidade do acidente, pois ela já não chorava mais e dizia que queria ir na loja de brinquedos.

 

Resolvemos fazer um teste, dissemos para ela que ela teria que andar até o carro, não iríamos levar no carrinho. No que ela levantou, não conseguiu pisar o pé no chão e começou a chorar de dor novamente. Então resolvemos ir até o Hospital.

 

Chegando lá, combinei com meu marido que eu iria entrar sozinha com ela e que ele levaria o Lucas e a Alice para a loja de brinquedos, pois tinha muita criança doente na recepção aguardando atendimento e conforme fosse eu ligava.

 

Entrei e fui direto na recepção, disse apenas que minha filha tinha se machucado e estava com muita dor. Eles pediram nossos nomes e ali mesmo fomos atendidas por uma enfermeira em uma espécie de triagem onde contei tudo que tinha acontecido. Naquele momento a Marina ainda reclamava de dor em tudo que é lugar, desde o quadril até o pé. A enfermeira nos deu uma cadeira de rodas e disse que não era mais para ela ficar no meu colo, pois poderia agravar a lesão.

 

Passado 5 minutos fomos chamados para o Raio X, neste momento ela chorou muito pois eu tive que colocar ela na maca do raio x, esticar a perna dela e virar a ponta do pé para diversos lados. Achei muito estranho, pois radiografaram ela toda praticamente, da cintura para baixo. Quando terminou eu peguei ela no colo e coloquei na cadeira de rodas. Me chamou atenção que eles não tocaram nela em momento algum, apenas eu tocava nela. Terminado o raio x, a moça simpática parabenizou ela pela coragem e deu de presente alguns adesivos e um cachorrinho de pelúcia.

 

Voltamos para a recepção para aguardar e novamente fomos chamados para mais uma triagem, desta vez mais completa feita por uma enfermeira e uma médica, onde pesaram ela e fizeram algumas perguntas a respeito da saúde dela e que remédios ela havia tomado. E mais uma vez fomos aguardar na sala de espera.

 

Foi então que nos chamaram e nos disseram que estavam nos levando para um quarto, achei estranho e perguntei porque quarto? Eles me informaram que era apenas para o médico nos atender.

Nos colocaram em um quarto mesmo, com televisão e tudo, mas sem banheiro. Era um quarto na emergência do hospital.

 

De tempos em tempos vinha alguém verificar sinais vitais, a Marina já estava bem mais tranquila e deitada na caminha, nós batíamos papo, ela dava risada. Enfim entrou um Ortopedista Pediátrico e me fez novamente várias perguntas e me pediu para tirar a calça dela para ele poder examinar e ver se tinha alguma marca. Tirei primeiro a perna que não doía e quando fui tirar da perna machucada ele só me disse assim: MAMÃE, SÓ TIRA COM CUIDADO QUE A PERNA DELA ESTA QUEBRADA.

 

Nossa, fiquei muito nervosa, comecei a tremer inteira, como assim quebrada?? Questionei mais uma vez para ter certeza que tinha entendido bem, até porque eles falaram comigo em Inglês. Ele disse é isso mesmo, ela fraturou a Tíbia, e me mostrou onde ficava e qual era o plano deles. Sempre muito educado, mas foi direto no ponto.

Vamos sedá-la com anestésico para dormir e realinhar a perna dela, pois saiu do lugar, ok?? Oi? Ok? Como assim?! Fiquei muito nervosa, mas pensei rápido e disse, preciso saber qual tipo de medicamento será usado e eu gostaria de ver os raios x. Tirei algumas fotos e mandei por whatsapp para nosso pediatra aqui no Rio de Janeiro. Expliquei a situação e perguntei dos riscos do anestésico e se ela poderia tomar, se era seguro. Nosso pediatra é top, responde mensagens em segundos, mesmo sendo domingo de carnaval ele me respondeu, me tranquilizou e disse que estava tudo bem, que poderia autorizar o procedimento. Liguei para o marido que também ficou super chocado e chateado com a situação. Naquele momento ainda não sabíamos se precisaria operar, se teríamos que voltar para o Brasil antes, enfim estávamos no escuro.

Enquanto aguardávamos nossa vez para o procedimento, veio uma assistente social e me perguntou, você tem seguro?? Expliquei que tinha falado com o seguro e eles tinham me dito que haviam mandado um fax para o Hospital autorizando tudo. E lá foi ela procurar, fiquei pensando, que diferença, no Brasil não teríamos nem passado da recepção. Quando ela voltou, com alguns formulários para eu assinar conversamos e ela me disse que lá eles levam emergências a serio e que primeiro tratam para depois ver a questão do pagamento.

 

Já era noite quando nos chamaram para o procedimento, pediram para que eu ficasse ao lado dela enquanto era dada a anestesia e depois era para sair da sala. A pequena estava tão cansada que já estava dormindo antes da anestesia.

 

Quando terminou eles trouxeram ela para o quarto super dormindo, me falaram que eu só poderia sair de lá quando ela estivesse acordada, respondendo aos estímulos. O médico me explicou tudo que fez e como eu deveria proceder nos próximos dias, me deu receita para remédios para dor e me explicou que eu precisava agendar uma nova consulta para ela ainda aquela semana para acompanhar a lesão.

A perna dela logo após o procedimento.

Marina acordou umas duas horas depois e fomos liberadas.

Passados 4 dias do acidente, fomos para a consulta no local indicado aonde foi feito novo raio x. Viram que estava tudo bem, perguntaram que cor ela queria para o gesso e ela escolheu rosa. Foi feito o gesso mais duro e fomos liberados.

Acabou que foi apenas um grande susto e que dentro do possível conseguimos aproveitar a Disney mesmo assim. Perdemos algumas programações que tínhamos agendado e por isso eu fui até o Guest Relations da Disney e pedi se ela poderia ver as princesas que ela tanto ama. Nos deram vários fast pass para todas as princesas e ela ficou super feliz.

 

O tempo todo fomos super bem tratados em Orlando e nos parques da Disney, todos sempre muitos simpáticos, tinham turistas inclusive que vinha falar conosco, perguntar o que tinha acontecido, se podiam ajudar.

No final curtimos bastante, mas tudo pois tínhamos feito um bom seguro saúde para a viagem, pois sem ele a história teria sido outra.

Mais uma vez, obrigada pelos desejos de melhoras!

Beijos!

 

 

 

 

 

PUBLICADO POR

"Clarice é mãe do Lucas, da Marina e da Alice. Mora no Rio de Janeiro, tem 36 anos e é publicitária."

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