VOCÊ É UMA MÃE HELICÓPTERO?

Você vive sobrevoando seu filho, observando e cuidando de tudo? Então você definitivamente é uma mãe helicóptero.

Em inglês “helicopter parent”, foi usada pela primeira vez em um livro, por adolescentes que diziam que seus pais ficavam em cima o tempo todo, igual a um helicóptero. Ganhou popularidade e foi incluído no dicionário, descrevendo pais que super focam em seus filhos.

É o equivalente a uma maternagem exagerada, é estar envolvida na vida de seu filho de forma superprotetora e supercontroladora. É querer que tudo seja perfeito sempre.

Para as crianças pequenas, da idade dos nossos filhos, uma mãe helicóptero seria aquela que não deixa o filho se virar sozinho e esta sempre fazendo as coisas por ele. Brinca com ele e diz a ele como reagir em cada situação da brincadeira. Sem permitir que a criança descubra o mundo sozinha.

Alguns anos atrás, quando Lucas ainda era pequeno, li sobre o “helicopter parent” e achei o termo engraçado. O post listava motivos para você não ser um.

Aquilo na época me fez pensar e refletir sobre como eu estava educando meu pequeno, meu primeiro filho. Aquele que é nossa versão beta de ser mãe, aquele que vamos aprendendo conforme a música vai tocando.

Eu ficava o tempo todo em cima dele. Sempre que ele brincava com outra criança, mal ele chegava perto, eu já achava que ele iria morder e tirava ele de lá. Sendo que morder é super normal naquela idade, mas mesmo assim, imaginem que horror um filho meu morder outro!

No parquinho brincando, ele subia as escadas do escorrega eu ia atrás amparando para caso ele perdesse o equilíbrio, sim até porque um filho meu ralar o joelho, nossa que horror!

 No aniversário de dois anos dele, na aula de música compramos juntos um bolinho com velas para cantar parabéns, ele subiu todo empolgado para a aula, porém foi só a aula começar, ele se agarrou em mim e não queria participar. Eu tentava de tudo para ele se soltar, fiquei até nervosa, não entendia porque justo naquele dia ele não iria cantar e dançar, coisa que ele amava fazer. Aquele sentimento de frustração tomou conta de mim. Imaginem que o horror um filho meu não participar de uma aula!!

Mais próximo do final, cantamos parabéns e ele saiu todo feliz distribuindo o bolo e logo depois começou a participar todo empolgado. Pois é, faltou sensibilidade da minha parte para entender que tudo que ele queria era cantar parabéns, por isso estava agarrado em mim. Eu estava tão focada em não admitir aquele tipo de comportamento que me perdi, fiquei cega e não enxerguei o óbvio.

Aquela ocasião foi o meu chamado, naquela hora entendi que eu era uma mãe helicóptero, tinha me transformado em uma, sem nem perceber. Achava que estava ajudando, quando na verdade não estava deixando ele crescer, não estava deixando ele aprender sozinho. Eu estava lá, sobrevoando ele, para evitar que acontecesse algo ou se acontecesse, para resolver por ele.

Faz parte da vida cair e levantar, assim como faz parte da vida falhar. Claro, a linha entre ser boa mãe e ser mãe helicóptero é muito tênue. Ainda dou umas belas escorregadas pro lado de lá. Mas vivo me policiando, não estou falando para você ser uma mãe negligente, longe disso. Apenas estou falando para deixarmos nossos filhos “respirarem” sozinhos. Sei que não é fácil, eu sigo tentando todos os dias.

Beijos e até a próxima!

 

 

 

PUBLICADO POR

"Clarice é mãe do Lucas, da Marina e da Alice. Mora no Rio de Janeiro, tem 36 anos e é publicitária."

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